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Terça-feira, 12 de Maio 2026
Supremo decide sobre suspensão de penduricalhos nos Três Poderes
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Supremo decide sobre suspensão de penduricalhos nos Três Poderes

Plenário julga medida de Flávio Dino que veta benefícios acima do teto de 46,3 mil reais; cúpula do Congresso e STF buscam acordo para regras de transição.

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O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) julga, nesta quarta-feira (25), a manutenção da decisão individual do ministro Flávio Dino que suspendeu o pagamento de benefícios conhecidos como “penduricalhos”. A medida atinge servidores do Judiciário, Legislativo e Executivo que recebem verbas indenizatórias capazes de elevar a remuneração acima do teto constitucional de 46,3 mil reais.

A determinação, proferida inicialmente em 5 de fevereiro, estabeleceu um prazo de 60 dias para que órgãos federais, estaduais e municipais revisem suas folhas de pagamento. Segundo o ministro, benefícios que não possuem previsão legal explícita devem ser cortados. A decisão gerou reações de associações de magistrados e promotores, que recorreram à Corte para manter os recebimentos.

Acordo e regulamentação no Congresso

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Em meio ao impasse jurídico, representantes do Supremo e do Congresso Nacional iniciaram nesta terça-feira (24) as tratativas para criar regras de transição. O objetivo é estabelecer uma regulamentação clara para as verbas extrateto, evitando insegurança jurídica e garantindo o cumprimento do limite imposto pela Constituição Federal.

O ministro Flávio Dino defende que o Legislativo deve assumir o papel de definir quais benefícios podem ser considerados indenizatórios de forma legítima. Atualmente, diversas gratificações e auxílios são utilizados para contornar o teto salarial, o que tem sido alvo de críticas por parte de órgãos de controle e da sociedade civil devido ao impacto nas contas públicas.

Impacto nas esferas de governo

A decisão do plenário terá repercussão imediata em todos os níveis da administração pública. Caso o entendimento de Dino seja mantido, milhares de servidores de alto escalão em todo o país poderão ter seus rendimentos ajustados aos limites constitucionais. A medida é vista como um passo importante para a moralização do serviço público e para o equilíbrio fiscal.

Teto constitucional: Limite máximo de 46,3 mil reais.

Abrangência: Poderes Judiciário, Legislativo e Executivo.

Prazo de revisão: 60 dias para órgãos das três esferas.

Regulamentação: Criação de lei para definir verbas extrateto.

O julgamento desta quarta-feira ocorre em um momento de pressão por reformas administrativas e maior transparência nos gastos estatais. Especialistas apontam que a definição de regras claras para os penduricalhos é fundamental para evitar que decisões judiciais isoladas criem disparidades entre diferentes categorias do funcionalismo público.

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FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil - 20

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