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Terça-feira, 12 de Maio 2026
Divisão nos EUA: População e Congresso divergem sobre guerra contra o Irã
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Divisão nos EUA: População e Congresso divergem sobre guerra contra o Irã

Enquanto pesquisas indicam rejeição majoritária à ofensiva, elite política em Washington se fragmenta entre apoio à estratégia de Trump e questionamentos sobre a legalidade do conflito.

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O cenário político nos Estados Unidos apresenta uma profunda divisão após o início das hostilidades contra o Irã. Pesquisas de opinião revelam que a aprovação popular ao conflito é baixa: um levantamento da Reuters/Ipsos aponta que apenas 27% dos estadunidenses apoiam os ataques, enquanto a sondagem da CNN/SSRS indica que 69% da população desaprova a ofensiva. Apesar dos números, o presidente Donald Trump afirmou ao New York Post que não se importa com as pesquisas e que está “fazendo a coisa certa”.

No Congresso, o debate gira em torno da legalidade da guerra. Democratas argumentam que o presidente não possui autorização legislativa para manter o conflito, como exige a Constituição. Duas resoluções que visam limitar os poderes de guerra de Trump estão em tramitação, com votação prevista para esta quarta-feira (4). O senador Tim Kaine (D-VA), autor de uma das propostas, classificou os ataques como um “erro colossal”, enquanto republicanos e alguns democratas dissidentes defendem a ação como o único meio de impedir que Teerã adquira armas nucleares.

A Base de Trump e a Diáspora

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A divisão atinge inclusive o movimento Make America Great Again (Maga). Embora a maioria dos republicanos apoie o presidente, um setor isolacionista da base de Trump critica a intervenção. Por outro lado, o conflito gerou manifestações de apoio entre membros da diáspora iraniana anti-regime nos EUA, que comemoraram a morte do Líder Supremo Ali Khamenei. O professor James N. Green, da Universidade de Brown, observa que a insatisfação pode crescer caso o número de baixas militares americanas aumente significativamente.

Mídia e Opinião Pública

A imprensa norte-americana exibe posturas variadas, oscilando entre o apoio estratégico e a crítica à execução:

Postura Crítica: O New York Times classificou a ação como “imprudente” por falta de consulta ao Congresso, embora considere a eliminação do programa nuclear iraniano um objetivo válido.

Apoio Editorial: O Wall Street Journal defendeu a continuidade da guerra até a destruição total das forças iranianas.

Alerta de Propaganda: Veículos independentes, como o Mondoweiss, acusam a grande mídia de disseminar propaganda governamental e ignorar os riscos de uma escalada regional descontrolada.

Até o momento, as manifestações de rua contra a guerra permanecem pontuais, mas especialistas avaliam que a evolução do conflito e os custos econômicos — como o preço dos combustíveis — serão determinantes para a manutenção ou queda do apoio político a Trump.

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FONTE/CRÉDITOS: Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil - 20

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